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Professores da rede municipal do Recife vão ajudar no diagnóstico do câncer infantojuvenil


Professores da rede municipal do Recife vão ajudar no diagnóstico do câncer infantojuvenil

19/09/2016

Em palestra do GAC, os docentes aprenderam a identificar sinais que podem ser indícios de que o aluno tem câncer

A partir desta segunda-feira (19), os professores da rede municipal de ensino do Recife entraram de vez na luta contra o câncer infantojuvenil. E o combate acontecerá na própria sala de aula. Cerca de 500 docentes participaram de uma formação ministrada pelo Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer – Pernambuco (GAC-PE) para que possam ajudar no diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. Como as crianças passam grande parte do dia em sala de aula, o GAC percebeu que os professores podem ser decisivos na identificação precoce dos sinais e sintomas do câncer, que é a primeira causa de morte por doença em crianças e adolescentes, de 1 a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Fruto de uma parceria do GAC com a Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Educação, a formação foi realizada na Escola de Formação Paulo Freire, na Madalena. A iniciativa faz parte da segunda edição da campanha do GAC “Fique Atento: Pode ser Câncer!”, que integra a programação do Setembro Dourado - mês de conscientização sobre o câncer infantojuvenil.

"Muitos pais saem cedo para trabalhar e só chegam em casa à noite, quando têm contato com os filhos. Já os professores convivem com as crianças grande parte do dia e com certeza poderão ajudar a identificar os sinais do câncer de forma precoce. Estamos felizes em celebrar mais essa parceria de sucesso com o GAC, assim como é a classe hospitalar", disse o secretário de Educação do Recife, Jorge Vieira.

Em sua palestra, a médica Vera Morais, presidente do GAC-PE, destacou alguns sinais e sintomas que podem ser indícios de câncer infantojuvenil: febre persistente, sangramento, dor de cabeça e dor no corpo, palidez acentuada e perda de peso, entre outros. "Esses sintomas não são fáceis de identificar porque se confundem com doenças comuns. Pode não ser nada, mas também pode ser e por isso os professores precisam ficar atentos. É muito bom poder contar com mais essa categoria profissional envolvida nessa causa. Estamos apostando muito nisso, já que, hoje, a única forma de combater o câncer é identificando-o de forma precoce", afirmou.

Além de fazer os docentes ficarem atentos a algumas mudanças de comportamento das crianças em sala de aula, a formação também serviu de preparação para os docentes trabalharem o tema com os alunos no mês de novembro. Em 2016, o tema escolhido para o ano letivo foi o protagonismo infantojuvenil, e o subtema do mês de novembro será Combate ao Câncer – Sorria para a Vida, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, em 23 de novembro.

PARCERIA - No início da formação desta segunda, foi apresentado um balanço do primeiro ano de funcionamento da primeira classe hospitalar de Pernambuco, fruto de outra importante parceria do GAC com a Prefeitura do Recife, através das Secretarias Municipais de Educação e Saúde, Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e Instituto Ronald McDonald. Instalada no Centro de Onco-Hematologia Pediátrica do Oswaldo Cruz (Ceonhpe/Huoc), a Classe Hospitalar Semear garante a continuidade dos estudos dos pacientes internados para tratamento de câncer, desde 2015.

Em seu primeiro ano de funcionamento, a sala de aula instalada no 5º andar do Huoc fez com que 19 alunos passassem de ano em suas escolas de origem e quatro fossem alfabetizados, entre os 28 que foram atendidos por uma professora da rede municipal de ensino do Recife desde a inauguração do espaço, em março do ano passado. Especialista em atendimento pedagógico hospitalar, a pedagoga Cristiane Pedrosa divide seu dia entre as aulas na sala da classe hospitalar, que tem capacidade para oito alunos por vez , e as aulas individuais no leito, inclusive na UTI, para os pacientes que não estão em condições de ir até a sala.

Foto: Inaldo Lins/PCR

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