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GAC/PE marca Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil com Caminhada pela Vida


16/01/2009

Ao contrário do câncer em adultos, que tem causas genéticas e comportamentais, a doença em crianças ainda não pode ser prevenida. A descoberta do problema em seu estágio inicial se torna então crucial para debelar o câncer infanto-juvenil. O alerta é do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer GAC/PE, instituição sem fins lucrativos que funciona dentro do Hospital Universitário Oswaldo Cruz HUOC. O Objetivo da entidade é humanizar o tratamento da criança e do adolescente com câncer, além de prestar serviços para pacientes e familiares. Pensando em conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil 23/11, o GAC/PE promoveu a I Caminhada pela Vida no dia 22/11.
A Caminhada começou às 7h30 em frente à Reitoria da Universidade de Pernambuco UPE, na Avenida Agamenon Magalhães em Santo Amaro, e seguiu até a Fábrica Tacaruna onde as crianças puderam aproveitar diversas atividades recreativas como cama elástica e piscina de bolas. Ainda como parte das ações para o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil, o GAC/PE promoveu uma palestra com a médica Silvia Brandalise, do Hospital Boldrini - Campinas SP que discutiu os cuidados que devem ser tomados com uma criança com câncer. O seminário aconteceu no dia 21/11, às 19h no Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Procape.
Vera Morais, oncologista e presidente de honra do GAC/PE, explica que alguns sintomas devem ser interpretados como alerta para a presença de tumores. São sinais de alerta: aumento dos gânglios linfáticos localizados no pescoço, axilas, peito, abdômen e virilha, sangramento na pele, gengivas, narinas, ao redor dos olhos ou na urina, dor de cabeça matinal acompanhada de vômitos, mancha branca nos olhos, sinais azulados na pele, dor óssea persistente e progressiva, palidez acentuada, aumento do tamanho do abdômen, febre de origem indeterminada e perda significativa de peso em curto espaço de tempo.
"Observar estes sinais, sem dúvida, contribui para o aumento das cifras de cura", diz a médica. Segundo Vera, o câncer é umas das três primeiras causas de óbitos entre crianças. Em uma estimativa de incidência da doença para 2008 divulgada no início do ano, o Instituto Nacional do Câncer Inca diz que deve haver 9,8 mil novos casos entre crianças e adolescentes com câncer.
Apesar da falta de métodos preventivos, se diagnosticado precocemente, o câncer infantil tem alto índice de sobrevida. Os números no Brasil não estão formalizados, mas, segundo o Inca, nos Estados Unidos esta taxa chega aos 77%. Dos cânceres infantis, a leucemia é o tipo mais freqüente e, dentre essas, a Leucemia Linfóide Aguda LLA tem maior ocorrência.
 

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